“Desenvolvimento Sustentável X Necessidades Individuais”, por Ricardo Buso


                                                                                                                            Vivemos tempos em que a sociedade nos impõe muitas obrigações, desafios, compromissos, provações e não é mais raro sermos avaliados pelos bens que dispomos, pela posição social que atingimos e pelo cargo que ocupamos. Tudo isso nos pressiona a uma competição desenfreada e serve principalmente para aprofundar o abismo da segregação social (diferenças entre classes sociais) em nosso meio.
Nessas condições, infelizmente, somos tentados a buscar o crescimento rápido, pulando etapas de nossa formação pessoal e profissional. Assim, parece-nos fácil acreditar que a obtenção de favores e a cobrança por assistencialismo facilitarão nossa caminhada. Pura ilusão!
E muitas vezes, na sede por soluções imediatas aos problemas pessoais, cobramos erroneamente a quem cabe se ocupar das soluções dirigidas ao conjunto da população: O Poder Público (Governos Federal, Estaduais e Municipais).
Mas, naturalmente, nasce uma pergunta: Como, então, algum governo pode me beneficiar? E a resposta tem uma palavra mágica para qualquer comunidade: “Desenvolvimento Sócio-Econômico”. Em poucas palavras, trata-se de um conjunto de medidas cuidadosamente estudadas, debatidas, desenvolvidas, aplicadas e conferidas pelos administradores públicos devidamente preparados, que busca unir todos os interesses pelos quais a comunidade luta e trabalhar de forma a garantir o alcance de tais pontos. Mas, principalmente, que a manutenção dessas diretrizes passe a depender cada vez menos da interferência pública, ou seja, garanta um caráter de SUSTENTABILIDADE.
E esse desenvolvimento sócio-econômico passa por importantes conceitos, como: redução da pobreza, melhorias na educação e preparação, acesso à saúde, aptidão ao consumo, mobilidade, entre outros, mas, principalmente, distribuição de renda.
Conseqüentemente, surgirá outra pergunta: Como então eu participo desse movimento? E a resposta é tão mágica quanto à anterior: Através da “CIDADANIA”, que, entre muitos conceitos, deve compreender o envolvimento comunitário, a participação na discussão da aplicação do dinheiro público, o desejo do voto consciente, o interesse pela Administração Pública e o aprendizado de colher os benefícios de um governo através da coletividade, o que podemos chamar de desprendimento.
Ao longo do tempo, certamente, poderemos verificar que os benefícios obtidos pela ação dirigida à coletividade são duradouros e sustentáveis, enquanto aqueles favores pessoais constantes têm uma eficiência ligada apenas ao imediatismo, que nos fazem ficar eternamente dependentes deles.
Além de tudo, a luta e o acompanhamento das decisões coletivas conferem muito mais prazer ao desfrutar dos benefícios da conquista.
Por fim, deixo como reflexão o velho, sábio e eficaz dito popular, de que é melhor ensinar a pescar que dar o peixe.

Ricardo Buso

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